terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

No caminho da Bem-aventurança



Afinal, o que é Yoga?

O termo "Yoga" vem da palavra Sânscrita yuj’, que significa união.

Há diferentes compreenções para este termo, dependendo das escolas, mestres ou vertentes:

“Yoga é a união do corpo, mente e espírito. É, na verdade, a prática de conectar seu corpo, mente e espírito, mas pode significar mais que isso, também. É conectar-nos com nós mesmos, com os outros, o ambiente em que vivemos e, eventualmente, com nossa verdade.” Yoga journal

“Yoga significa finalmente unir a alma com Deus; é a ciência divina que liberta o indivíduo do mundo fenomênico. Yoga significa também viver em Deus, comungar com Deus, estar estabelecido nele. Yoga é a união da alma individual com a Alma Suprema, a prática que conduza à esta união recebe o nome de Yoga.”. Swami Sivananda.

Segundo a compreensão do Tantra Yoga, estas duas definições estão corretas e resumindo podemos dizer: Yoga é a união da consciência individual (o índivíduo) com a consciência suprema (Bhrama).

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homenagem ao Glauco

"Com certeza minha história
por onde eu já passei
Mostrando a Santa Doutrina
A todos eu ensinei"


Com certeza, assim é a história de Glauco Villas Boas!



Eu estava morando no Rio e tinha planos de ir à São Paulo, conhecer o Ceú de Maria, cantar os hinários do Glauco, o Chaveirinho e o Chaveirão, famosos no doutrina do Santo Daime. No dia de São Pedro, durante o Festival Junino, foi meu batizado. Saí de casa falando nisso...de ir ao Ceú de Maria.No final da festa, o padrinho da igreja disse que o Glauco estava indo ao Rio cantar os hinários com os cariocas.
Ou seja, nem precisei ir à São Paulo. Em agosto de 2008, cantamos os hinários do Glauco no Rio e já naquela época, me trouxeram uma sensação inexplicável de "lembranças do passado". Um expressão que o Padrinho Sebastião usava para explicar, as lembranças de quem nós somos, de quem fomos, lembranças das vidas passadas.
Para mim, é uma sensação estelar: de ser como uma pequena estrela cadente, apenas de passagem, viajando pelo universo, numa oportunidade fantástica de desfrutar a vida!

Em março de 2010, a morte do Glauco e do seu filho Raoni, foi um choque. Como dizemos na Doutrina: Foi um balanço! Muita tristeza tomou conta de todos.

Mas ontem tudo isso passou! Cantando mais uma vez o Chaveirinho e o Chaveirão, “lembrando do velho Cacique Jaraguá”, deu pra entender claramente que o Glauco deixou tudo prontinho em sua musicalidade, pra gente cantar e entender o segredo, a chave, o amor e a alegria.
No começo do trabalho, o Padrinho Alfredo, leu um trecho do Evangelho Segundo Sebastião Mota, que explicava aquilo que falei, sobre as lembranças do passado... Não poderia haver melhor introdução para o hinário. Ali ele deu uma dica para ativarmos a nossa chave na memória e partirmos numa viagem com Glauco, ou melhor: entrarmos na viagem estelar do Glauco. E que sua mensagem é para cumprirmos nossa jornada com alegria: “Mas pra que tanta tristeza/ no meu dia na minha hora/ pode ir se perdoando/ e também se alegrando/ que chegou nossa Senhora”.

Então Viva a Alegria! Viva o Glauco! Viva o Raoni!

“Viva o Cristal de Santa Maria
Viva o Cristal de São João
Este Cristal tem muita força
Não pode ficar no chão”



Indico leitura da homenagem de Bia Labate:

A Tribute to Glauco Vilas Boas
Beloved Brazilian cartoonist and a leader in the Santo Daime religion, slain in São Paulo1
http://www.erowid.org/chemicals/ayahuasca/ayahuasca_info14.shtml

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Flor de Colônia

foto de Paulo Yuji

Aqui vai uma dica de banho ...em clima de primavera

Está na época das flores de Colônia, umas das mais belas da natureza -na minha humilde opnião. A colônia foi trazida para o Brasil no século XIX para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde recebeu o nome de flor-da-redenção e bastão-do-imperador. Afirma-se que este nome deve-se ao fato de as flores terem sido usadas para presentear a princesa Isabel, logo após ter assinado a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 (Corrêa, 1965 v.3:239)...
É uma planta de Oxum e também de Yemanjá. Entre suas atribuições, diz-se que acalma a mente. Existem relatos de que que a flor e folha de colônia, colocadas em álcool, pode ser dado a cheirar a quem tem dor de cabeça, ou ainda ser passado na nuca e testa.
O estudo de Maria Theresa Lemos de Arruda Camargo, revela uma informação muito interessante. Segundo a pesquisadora, as referências que fazem alguns autores à ação anti-histérica da planta, parece concordar com o uso realizado em sistemas de crença afro-brasileiros. Ainda de acordo com as fontes da pesquisadora, o banho de colônia auxilia na harmonização mental de médiuns cuja agitação os impede de alcançar a vibração necessária para os trabalhos de incorporação, por exemplo, que exige um estado de tranqüilidade. Daí um dos usos mais comuns da colônia, planta entendida como calmante.

P.S: Se alguém souber mais funções, atribuições e usos da colônia, por favor deixe um recadinho aí.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lei do Karma

“Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa. Tudo acontece de acordo com a lei. O acaso é simplesmente um nome dado a uma lei não reconhecida. Há muitos planos de causalidade, porém nada escapa a lei.” (Caibalon)

O termo em sânscrito "Karma" significa “ação”, “trabalho”, “realização”, ou ainda, “feito”. A Lei do Karma na ciência do Tantra Yoga implica que cada ação gera como resultado uma reação, uma relação de causa e efeito, uma lei universal. Dentro deste entendimento, nada, ninguém e nenhuma ação se encontra isolada. Tudo, todos e todas as ações estão inter-relacionadas o tempo todo, constituindo uma ampla rede de ações e reações.

A ação se dá primeiramente no plano mental, começa na mente, através dos pensamentos. A partir da mente é que estas ações podem manifestar-se no plano material, no mundo objetivo. Quando a ação mental, o pensamento é positivo, sua expressão objetiva, também será positiva. Se o pensamento for negativo, da mesma forma será negativa a reação que irá de gerar dele. Sendo a mente a geradora deste processo, é ela que se beneficia ou não as ações e suas consequências.

Continua...